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Você sabe avaliar se o seu varejo é lucrativo? Consegue mensurar o seu resultado para saber o que fazer para melhorar o seu lucro? 

Segundo o Consultor e Executivo de Empresas Varejistas - Robson Enes - no varejo a linha do lucro é extremamente frágil. Empresas muito bem estruturadas conseguem entre 3 e 4 pontos percentuais de Lucro Líquido. Portanto, negligenciar qualquer aspecto do varejo, por menor que seja, representa muito no resultado final. 

É comum se ver no varejo um certo descaso com pequenas perdas, por exemplo. “Ahh... mas é só 0,5 ponto percentual". Só que, na maioria das vezes, 0,5 ponto percentual representa mais de 10% do que era pra ser o Lucro Líquido da empresa.

Cuidar do lucro deve ser o principal objetivo do varejista, porque o percentual do lucro é muito pequeno e ele pode ir embora com muita facilidade.

Abaixo você pode acompanhar as principais orientações que o Consultor, que também é Mestre em Planejamento Estratégico, apresentou durante o VAREJO SHOW 2021.

  1. Cuidar da Margem de Contribuição

Margem de contribuição ou lucro bruto, é a diferença entre o preço de venda e o custo da mercadoria vendida (CMV). Ela representa o percentual do preço de venda que está contribuindo para a geração de lucro. Boa parte das empresas já nasceram com essa preocupação. É o principal fator gerador de lucro na empresa. Este ponto em geral é um dos mais bem cuidados pela área comercial, mas é sempre bom relembrar a necessidade deste cuidado.

  1. Prevenção de Perdas

O que é muito e o que é pouco neste caso? Pesquisas e publicações especializadas mostram que algo entre 2,5 e 3,0 pontos percentuais é o volume máximo de perdas aceitável dentro do varejo. A quebra ou a perda gira em torno de 2,5% daquilo que era pra ser o lucro no varejo. É muito importante estar atento aos principais fatores geradores de perdas no varejo:

  1. Roubo externo e interno
  2. Quebra por falta de cuidado
  3. Falta de qualidade no trabalho
  4. Excesso de estoque/problemas de armazenagem
  5. Controle de entrada e saída de produtos no PDV
  6. Mix de produtos inadequado ao perfil dos clientes
  1. Gestão dos Números

Em qualquer segmento e qualquer negócio é fundamental definir metas. Mas, no varejo, é estritamente necessário ter as metas bem definidas. O ser humano é movido por metas. Não só meta de vendas, mas a meta de estoque, de rentabilidade, de compra por categoria, de margem, etc. Premiações e estímulos são excelentes para estimular a equipe na busca pelo alcance das metas. Uma dica importante é não pensar apenas no quanto o colaborador está ganhando, mas em quanto a empresa está ganhando em função do desempenho do colaborador.

Importância da DRE - Demonstração de Resultados do Exercício

Resultado não é o saldo da conta bancária. É possível ter uma empresa que tem caixa e não esteja tendo um bom resultado. Assim como tem empresa que não tem caixa mas tem resultado econômico e financeiro. A melhor forma de avaliar o resultado do negócio é a DRE e não o saldo da conta bancária. Através da DRE é possível analisar:

  1. Resultados diferentes entre lojas pra quem tem mais de uma unidade;
  2. Resultados diferentes entre categorias;
  3. Informações do mercado pra comparar com o resultado do negócio (Benchmark);
  4. Avaliar o resultado não é saber o resultado por produto e sim o resultado final (Lucro Líquido).

Trabalhar a contabilidade gerencial com foco nos resultados do negócio é um diferencial competitivo no varejo. A contabilidade deve servir à empresa e como consequência prestar as informações ao governo. É fundamental não deixar de lado a contabilidade, principalmente a contabilidade gerencial.

  1. Investimento em Tecnologia

É muito difícil controlar as informações em um varejo sem investimento em tecnologia: controlar custos, margem, quebra, processos, logística, estoque e armazenagem. E hoje em dia existem sistemas de ERPs de todos os níveis e pra todos os tamanhos de empresas e disponibilidade de recursos. Mas a tecnologia não funciona sozinha. É necessário ter um tripé:

                                                   

Robson Enes citou como exemplo o processo de uma padaria em um supermercado: para a boa gestão da padaria é necessário que se tenha:

  • um processo para cuidar da produção;
  • registro das matérias-primas, 
  • sistema que controle para a transformação das matérias-primas em produto final, para que o sistema gere a regularidade fiscal desta produção e o custo ideal. 
  • E o mais importante que são as pessoas para operarem o sistema e o processo.

As pessoas têm um papel essencial para que o ERP funcione bem. O processo nada mais é do que a definição de como a produção irá acontecer.

Cabe ao sistema gerar as informações necessárias à tomada de decisão. “Só se gerencia aquilo que se mede”.

Neste conteúdo você pôde conhecer algumas dicas do consultor Robson Enes sobre a gestão do lucro nos estabelecimentos do varejo e aprendeu que pequenas variações podem representar muito do percentual final do resultado da empresa varejista.

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