Acessibilidade no PDV: wayfinding e NBR 9050 no varejo

11 de agosto de 2026
Layout e Visual Merchandising
Acessibilidade no PDV: wayfinding e NBR 9050 no varejo

O wayfinding e acessibilidade no ponto de venda são elementos fundamentais para qualquer loja que queira atender bem a todos os seus clientes. Saber onde estão os produtos, como chegar ao caixa e qual corredor leva ao setor certo são necessidades básicas de qualquer consumidor. Para quem tem deficiência visual, motora ou auditiva, porém, a falta de orientação adequada no PDV pode tornar a experiência de compra frustrante ou simplesmente inviável. De acordo com o IBGE, 14,4 milhões de brasileiros com dois anos ou mais possuem algum tipo de deficiência, representando 7,3% da população. Além disso, segundo estudo da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), a acessibilidade é fator decisivo na escolha da loja para 89% dos consumidores com deficiência.

Portanto, investir em wayfinding e acessibilidade não é apenas uma obrigação legal. É também uma decisão estratégica que amplia o alcance do negócio, melhora a experiência de compra e fortalece a reputação da marca. Neste conteúdo, a SAFOL explica como aplicar esses conceitos na prática, com apoio da arquitetura comercial, para transformar qualquer loja em um ambiente verdadeiramente inclusivo.

O que é wayfinding e acessibilidade no varejo

Wayfinding é o conjunto de sistemas de orientação que ajuda as pessoas a navegarem com segurança e autonomia em um espaço físico. No varejo, isso inclui sinalizações direcionais, pisos táteis e contraste visual, qualquer elemento que facilite a localização e o deslocamento dentro da loja. Já a acessibilidade diz respeito à garantia de que todos os clientes, independentemente de suas condições físicas ou sensoriais, consigam usar o espaço com autonomia e segurança.

Mais do que placas na parede, um bom sistema de wayfinding e acessibilidade integra arquitetura, comunicação visual e comportamento do consumidor. Afinal, segundo estudo publicado na Revista Projetar da UFRN, a falta de orientação espacial e sinalização adequada prejudica o wayfinding e limita as capacidades dos usuários, gerando ansiedade, perda de tempo e experiências negativas que impactam diretamente a decisão de retorno à loja.

Um sistema de wayfinding eficiente beneficia todos os clientes, não apenas aqueles com deficiência. Idosos, pessoas com mobilidade temporariamente reduzida, crianças e consumidores que visitam a loja pela primeira vez dependem igualmente de uma orientação clara para circular com confiança e encontrar o que procuram.

Acessibilidade no PDV: obrigação legal e vantagem competitiva

A acessibilidade em estabelecimentos comerciais no Brasil é regulamentada por dois instrumentos principais. O primeiro é a Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/2015), também conhecida como Estatuto da Pessoa com Deficiência, que determina a remoção de barreiras físicas e arquitetônicas em espaços de uso coletivo, incluindo lojas e comércios. O segundo é a ABNT NBR 9050:2020, norma técnica que define os critérios e parâmetros para projetos acessíveis, com força de lei para edificações de uso público e coletivo.

Nesse sentido, o não cumprimento dessas normas expõe o estabelecimento a multas e ações judiciais. Além disso, deixar de atender esse público significa ignorar um segmento de consumidores com poder de compra real e crescente. Segundo levantamento da Fundação Getúlio Vargas, as pessoas com deficiência movimentam mais de R$ 5,5 bilhões por ano no varejo brasileiro.

Por outro lado, lojas que investem em wayfinding e acessibilidade ampliam seu público e se posicionam como referência de inclusão em suas regiões. Trata-se de uma decisão que beneficia o negócio tanto no curto quanto no longo prazo.

O que diz a NBR 9050 para lojas e estabelecimentos comerciais

A ABNT NBR 9050:2020 é a principal referência técnica para projetos acessíveis no Brasil. Para estabelecimentos comerciais, ela define parâmetros essenciais que impactam diretamente o layout e a organização do PDV:

  • Largura mínima de corredores: 90 cm para passagem de uma pessoa em cadeira de rodas e 120 cm para circulação com conforto. Corredores com mais de 600 cm de extensão devem ter espaços de manobra.
  • Altura de balcões e expositores: superfícies de atendimento acessíveis devem ter altura máxima de 90 cm, com espaço livre inferior de pelo menos 73 cm para aproximação de cadeira de rodas.
  • Pisos táteis: piso direcional e de alerta para orientação de pessoas com deficiência visual, especialmente em rotas de circulação e próximos a obstáculos.
  • Sinalização visual: uso de contraste de cores, pictogramas e fontes legíveis para identificação de setores, caixas, saídas e banheiros.
  • Rampas e desníveis: qualquer desnível superior a 5 mm deve ter rampa com inclinação máxima de 8,33% e corrimão bilateral.

Além disso, a norma estabelece requisitos para estacionamentos acessíveis, banheiros adaptados e rotas livres de obstáculos. Aplicar esses parâmetros desde a concepção do projeto evita reformas corretivas custosas e garante que a loja esteja em conformidade legal desde a abertura.

Rotas acessíveis: como planejar o fluxo da loja com wayfinding e acessibilidade

Vista isométrica de um supermercado com rota acessível, piso tátil, corredores amplos, gôndolas organizadas, caixa acessível, banheiro adaptado e clientes com diferentes perfis circulando com autonomia.

Uma rota acessível é um percurso contínuo, desobstruído e sinalizado que conecta a entrada da loja às áreas de interesse do cliente, incluindo caixas, setores de produto, banheiros e saídas de emergência. Planejar esse percurso é parte fundamental do layout no varejo e deve ser considerado desde o início do projeto comercial.

Na prática, algumas decisões de layout impactam diretamente a acessibilidade das rotas:

  • Posição das gôndolas: gôndolas mal posicionadas estreitam corredores e bloqueiam o fluxo de cadeiras de rodas e carrinhos de bebê. O mobiliário deve ser disposto de forma a garantir a largura mínima exigida pela NBR 9050 em todos os pontos de circulação.
  • Altura das prateleiras: produtos de alta rotatividade devem estar posicionados entre 40 cm e 120 cm do piso, faixa de alcance acessível para a maioria dos consumidores, incluindo cadeirantes.
  • Iluminação: iluminação uniforme e sem reflexos excessivos facilita a orientação de pessoas com baixa visão e melhora a leitura de sinalizações.
  • Ausência de obstáculos temporários: displays promocionais, caixas de estoque e equipamentos de reposição não podem obstruir as rotas de circulação, mesmo temporariamente.

Consequentemente, um projeto que considera wayfinding e acessibilidade desde o início tende a produzir um ambiente mais fluido e agradável para todos os clientes, não apenas para aqueles com necessidades específicas.

Sinalização inclusiva: como o wayfinding comunica para todos

A sinalização inclusiva vai além de adicionar placas em Braille. Ela envolve um sistema coerente de comunicação visual que usa recursos complementares para alcançar diferentes perfis de usuário simultaneamente. Um projeto de wayfinding e acessibilidade bem executado considera cada elemento de sinalização como parte de um sistema integrado.

Os principais elementos de uma sinalização inclusiva eficiente no PDV são:

  • Contraste de cores: texto e fundo devem ter contraste mínimo de 3:1 para facilitar a leitura por pessoas com baixa visão. Cores saturadas e fundos neutros funcionam melhor do que combinações de tons similares.
  • Pictogramas universais: ícones padronizados para identificar setores, caixas, banheiros e saídas são compreendidos independentemente do idioma ou nível de escolaridade do cliente.
  • Altura de instalação: placas informativas devem ser instaladas entre 150 cm e 180 cm do piso para boa visibilidade, com versão em Braille posicionada entre 90 cm e 120 cm para acesso de cadeirantes.
  • Iluminação da sinalização: sinalizações iluminadas ou retroiluminadas garantem leitura em qualquer condição de luminosidade da loja.
  • Consistência visual: o sistema de sinalização deve seguir um padrão gráfico unificado em toda a loja, evitando confusão e facilitando o aprendizado do espaço pelo cliente ao longo do tempo.

Além disso, a sinalização de emergência merece atenção especial. Rotas de saída, extintores e pontos de apoio devem ser identificados com sinalizações luminosas e sonoras, garantindo a segurança de todos em situações críticas.

Benefícios do wayfinding e acessibilidade além da inclusão

Investir em wayfinding e acessibilidade no PDV traz benefícios que vão além do cumprimento legal e da inclusão social. Do ponto de vista comercial, um ambiente acessível melhora a experiência de compra de todos os clientes, não apenas daqueles com deficiência.

Corredores mais largos facilitam a circulação com carrinhos de compra. Sinalização clara reduz o tempo de busca por produtos e melhora o aproveitamento do tempo do cliente na loja. Prateleiras com produtos bem posicionados em faixas de alcance acessível reduzem pedidos de ajuda à equipe e aumentam a autonomia do consumidor. Iluminação adequada valoriza a exposição dos produtos e cria um ambiente mais agradável.

Portanto, um PDV projetado com os princípios do wayfinding e acessibilidade tende a ter melhor fluxo de circulação, menor índice de abandono de compra por frustração e maior tempo de permanência do cliente, fatores que impactam diretamente o ticket médio e a fidelização.

Como a SAFOL integra wayfinding e acessibilidade nos projetos comerciais

A SAFOL desenvolve projetos de arquitetura comercial que consideram wayfinding e acessibilidade como parte do planejamento, não como adaptação posterior. A equipe técnica realiza visita ao PDV, avalia o espaço disponível e desenvolve o projeto em CAD com todas as especificações de layout, circulação e posicionamento de mobiliário.

As linhas de gôndolas da SAFOL são modulares e ajustáveis, permitindo configurar alturas de prateleira dentro das faixas recomendadas pela NBR 9050 e organizar o espaço com corredores adequados para a circulação acessível. Dessa forma, a modularidade do mobiliário facilita futuras adaptações sempre que o layout da loja precisar ser reorganizado.

Um PDV acessível e bem sinalizado é um PDV que vende mais, atende mais pessoas e constrói uma relação de confiança com a comunidade local. Conheça as soluções da SAFOL para o seu segmento e solicite uma visita técnica ao seu ponto de venda.


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