Evânio Amaral
Diretor Comercial e Marketing
Mercado, relacionamento e crescimento.
Lidera as estratégias Comercial e de Marketing da SAFOL, conectando mercado, marca, clientes e oportunidades para impulsionar o crescimento do negócio.
Saber como fazer um planograma é um dos primeiros passos para transformar a organização da loja em um diferencial competitivo. Ele vai além de definir onde cada produto fica exposto: otimiza o espaço disponível, facilita a jornada de compra e melhora o desempenho das categorias no ponto de venda. Bem planejado, reduz rupturas e impulsiona as vendas.
Um planograma eficiente também permite decidir com base em dados, como giro de produtos, margem de lucro e comportamento de compra. A exposição deixa de ser aleatória e passa a seguir uma estratégia que beneficia cliente e negócio ao mesmo tempo.
Um bom planograma organiza o espaço, valoriza os produtos certos e transforma cada metro da loja em oportunidade de venda. Ele é uma das peças da arquitetura comercial, o planejamento estratégico do ponto de venda.

O planograma é uma representação visual que define como os produtos devem ser organizados nas gôndolas, prateleiras, expositores ou ilhas promocionais. Seu objetivo é padronizar a exposição, facilitando a reposição, melhorando a experiência de compra e elevando o desempenho das categorias.
Se você quer se aprofundar no conceito antes de partir para a prática, vale conferir o conteúdo dedicado sobre o que é planograma. Aqui, o foco é o passo a passo da construção.
Independentemente do tamanho da loja, organizar os produtos de forma estratégica influencia o comportamento do consumidor. Quando os itens estão posicionados com lógica, o cliente encontra o que procura com facilidade e tende a permanecer mais tempo no ponto de venda.
Um planograma bem elaborado contribui para:
Não à toa, grandes redes tratam o planograma como parte da estratégia comercial. Como destaca a SuperVarejo ao tratar de gerenciamento por categorias, esse trabalho transforma o layout em instrumento de decisão: o metro linear da gôndola passa a ser gerido por dados, e não por percepção ou hábito do gestor.
Cada loja tem características próprias, mas alguns princípios se aplicam a praticamente qualquer segmento. Seguir estas etapas ajuda a construir um planograma alinhado aos objetivos da operação.
Antes de organizar qualquer gôndola, entenda como os consumidores circulam pela loja. Observe:
Esse mapeamento revela as zonas quentes e frias da loja e indica os melhores espaços para produtos estratégicos, além de permitir uma exposição mais intuitiva.
Depois de entender o percurso, organize os produtos por categorias. Essa divisão facilita o planejamento e a experiência de compra, na mesma lógica da setorização da loja. Por exemplo:
Dentro de cada categoria, agrupe produtos semelhantes ou complementares. Assim o cliente encontra tudo o que precisa sem percorrer a loja inteira.
O passo seguinte é medir corretamente o espaço físico da loja. Considere:
Essas informações permitem distribuir os produtos de forma equilibrada, evitando espaços vazios e excesso de mercadorias em uma única área. Um bom aproveitamento também melhora a circulação dos consumidores.

Nem todos os produtos merecem o mesmo espaço. Itens de maior saída exigem mais frentes de exposição para reduzir a frequência de reposição, e posicioná-los em locais de fácil acesso melhora a experiência do consumidor.
Ao analisar o giro, considere:
Assim o planograma acompanha o desempenho real da categoria, e não uma expectativa.

Outro critério é a rentabilidade. Os itens de maior giro são essenciais, mas produtos com boa margem também merecem destaque.
O equilíbrio entre giro e margem costuma gerar os melhores resultados. Em muitos casos, produtos rentáveis podem ocupar espaços estratégicos para estimular a compra por impulso.

Sim, e há pesquisa acadêmica sustentando isso. Um estudo de Chandon, Hutchinson, Bradlow e Young, publicado no Journal of Marketing, comprovou com eye-tracking que a posição na gôndola afeta a atenção e a avaliação da marca, com vantagem clara para as prateleiras na altura dos olhos.
Por isso, esse espaço costuma ser reservado para:
Produtos de menor giro ou de compra recorrente podem ocupar prateleiras superiores ou inferiores, já que o cliente os procura ativamente. Essa definição também depende do perfil do público e da categoria.
Além de favorecer as vendas, um planograma bem estruturado facilita o trabalho da equipe. Com padrão de exposição definido, os colaboradores conseguem:
A operação fica mais eficiente e o consumidor encontra sempre uma loja organizada, o que reforça a confiança na marca.

Existem diferentes formas de desenvolver um planograma, e a escolha depende do porte da operação, da quantidade de categorias e do nível de detalhamento desejado.
Para lojas pequenas, uma planilha bem estruturada ou um desenho simples costuma resolver. Já redes com grande volume de SKUs usam softwares específicos, capazes de simular a disposição das gôndolas e gerar planogramas mais precisos.
Independentemente da ferramenta, o essencial é que ela permita:
Registros visuais, como fotografias das gôndolas, também ajudam a comparar o planejado com o executado no ponto de venda.
Elaborado o planograma, chega a hora de aplicá-lo. Essa etapa exige atenção para que a execução seja fiel ao planejamento, que é onde a maioria das lojas se perde.
Uma boa prática é seguir esta sequência:
Acompanhar o comportamento dos clientes após a implantação revela oportunidades de ajuste. Em muitos casos, pequenas mudanças de posicionamento já geram resultados relevantes.
Criar o planograma é apenas o começo. Para garantir resultado, é preciso acompanhar indicadores de desempenho da exposição:
Ouvir a equipe da loja também faz diferença. Quem abastece diariamente identifica rápido as dificuldades de reposição e as oportunidades de melhoria no layout.
Mesmo conhecendo os princípios de como fazer um planograma, alguns erros se repetem:
O ponto em comum é tratar o planograma como tarefa isolada. Um bom trabalho de visual merchandising depende de consistência ao longo do tempo.
O planograma não é documento definitivo. Ele precisa acompanhar a evolução da loja, e algumas situações indicam a hora de revisar:
Revisões periódicas mantêm a exposição alinhada aos objetivos comerciais, em vez de congelada num cenário que já passou.
Mesmo um planograma bem elaborado depende da estrutura física para entregar resultado. Gôndolas, expositores e displays adequados permitem aproveitar melhor o espaço e organizar os produtos com critério.
Equipamentos versáteis ainda tornam as mudanças de layout mais rápidas, o que facilita adaptar o PDV a diferentes campanhas e sazonalidades. Investir na estrutura da loja, portanto, faz parte da estratégia de merchandising.
Aprender como fazer um planograma é o passo que transforma a organização do PDV em ferramenta de vendas. Quando a exposição segue critérios como giro, margem, comportamento do consumidor e linha dos olhos, a loja oferece uma experiência melhor e aumenta o potencial de conversão.
Um planograma atualizado facilita a operação e melhora o aproveitamento do espaço, reduzindo erros de reposição. Dentro de uma arquitetura comercial bem planejada no PDV, criar um planograma é desenvolver uma estratégia para vender melhor.
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30 de setembro de 2026
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